Fátima Lopes revela que foi vítima de agressão: "Os gritos ouviam-se cá fora"
Atualmente, Fátima Lopes é uma das melhores apresentadoras portuguesas e com uma vida profissional de sucesso. Mas nem tudo correu sempre bem para a estrela da TVI e agora ela vem revelar tudo o que passou.
A apresentadora revela os momentos de pesadelo e terror que passou por causa de um chefe abusivo, que a maltratava com agressões verbais, levando-a mesmo a ficar de baixa.
"Sempre que me chamava ao gabinete, eu saía transtornada. Os gritos ouviam-se cá fora", começa por contar.
"Sim, fazia bullying no trabalho. Tudo lhe servia. Diariamente tinha de ter uma vítima. Eu não era a única! Havia sempre alguém que ele chamava aos berros e que já sabia que ao entrar naquele gabinete, onde as conversas aconteciam quase sempre de porta aberta, ia ser humilhado, enxovalhado e mal tratado. Era impossível manter a auto estima com um chefe assim ou melhorar a confiança no nosso trabalho.".
Por ser o início da sua vida profissional e conjugal, Fátima conta o motivo de ter aguentado tanto tempo naquele trabalho: "Perguntava-me todos os dias quanto tempo iria aguentar aquele ambiente, mas a verdade é que estava no início da minha vida conjugal e precisávamos do ordenado dos dois para pagar as contas." , começa por explicar.
"Tudo piorou quando tive de ir a Espanha com o meu chefe, a uma reunião com os elementos da "casa mãe". Isto porque ele não falava uma palavra de inglês. Precisou de mim o tempo inteiro para lhe traduzir o que diziam e para eu traduzir o que dizia. O sentir-se nas minhas mãos deixou-o furioso".
"Chegou a um ponto em que aos domingos à noite, já entrava em ansiedade. A minha médica de família mandou-me ficar de baixa, para proteger a minha saúde emocional", revela.
Foi nesse tempo que ficou em casa, que aproveitou para mandar vários currículos. Foi então chamada para uma entrevista, numa empresa que estava a começar e iria trabalhar com a SIC.
Mas antes de saber com quem iria trabalhar, a apresentadora despediu-se e virou costas às agressões do seu antigo chefe.
"Esta empresa tinha um contrato de exclusividade com a SIC, que ficava sob a minha alçada. E, foi este o passaporte para entrar no mundo onde trabalho há 24 anos e pelo qual ainda hoje estou profundamente apaixonada.", conclui.



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